
Iniciou suas atividades políticas em 1963, no Colégio Firmino de Proença, na Mooca, na resistência ao golpe militar de 1964 e depois no Colégio Américo de Moura, na Vila Prudente, onde organizou o movimento secundarista.
Em 1969, entrou no curso de Geologia naUSP - Universidade de São Paulo e passou a organizar o movimento cultural na universidade. Era integrante do Grupo de Teatro Politécnico, o GTP, como ficou conhecido, modelo de ação cultural contínua no meio estudantil.
“Um dos maiores animadores culturais do período era o próprio Mug, Adriano Diogo, preso no DOI-CODI desde o dia 17 de março, sem dar notícias. Nos seus tempos de liberdade, à noite, Mug dava aula na periferia da metrópole, em escolas públicas da Vila Carioca e da Vila Zelina. O dia, ele passa na universidade. Acordava toda manhã e perguntava para si mesmo: O que vamos aprontar hoje?.” (Trecho do livro “Cale-se”, de Caio Túlio Costa, pág. 171).
Por suas ações reivindicatórias, contrárias ao regime ditatorial de Emílio Garrastazu Médice, no movimento estudantil do DCE da USP, Adriano Diogo foi preso e torturado pela Oban - Operação Bandeirantes em 1971.
Quando finalmente foi libertado, em 1973, organizou a luta pela anistia e pelos direitos humanos. Engajou-se nas reivindicações populares e foi um dos líderes do movimento de moradia dos encortiçados do Centro da cidade de São Paulo e do bairro da Mooca.
Adriano Diogo©Todos os direitos reservados